O atlas é uma forma visual do saber, uma forma sábia do ver. Mas ao reunir, ao imbricar ou implicar os dois paradigmas que esta última expressão supõe - paradigma estético da forma visual, paradigma epistémico do saber -, de fato o atlas subverte as formas canônicas a que cada um destes paradigmas atribui a sua excelência e mesmo a sua condição fundamental de existência.

Georges Didi-Huberman, Atlas ou a Gaia Ciência Inquieta
[DIDI-HUBERMAN, 2013, p.11]