Malerei, Photografie, Film (Pintura, Fotografia, Filme) é um livro publicado pela Bauhaus em 1925, organizado pelo construtivista húngaro László Moholy-Nagy - a essa altura professor da escola alemã de arquitetura, artes e design e posteriormente fundador do Instituto de Design de Chicago. Moholy-Nagy propõe ir além do uso da tipografia como mero meio objetivo de transmissão de uma mensagem a um leitor, incorporando a tipografia de maneira subjetiva no conteúdo, através de uma técnica compositiva que chama de Fototipo. Os fototextos resultantes dessa técnica seriam uma forma de "comunicação sinóptica moderna", não objetiva, cuja tradução não admite nenhuma interpretação individual e se elabora por meio das relações entre as partes. Uma "literatura visual" que Moholy-Nagy vislumbrava explorar de maneira ainda mais potente através do cinema.

No livro são reunidos argumentos por meio de textos, imagens e sobretudo montagens em defesa da defesa da fotogafia e do cinema como linguagens com tanto valor artístico quanto a pintura e, sobretudo, como linguagens alinhadas à contemporaneidade. Após uma sequência de textos, apresenta um argumento visual, por meio de uma sucessão de imagens que Moholy-Nagy define como ilustrativas, apesar de também dizer sua separação do texto tem a intenção de apresentá-las em uma sequência que demonstrem as questões levantadas pelo texto de maneira visual, ou seja, uma narrativa visual.