ATLAS: PERCURSOS IMAGINÁRIOS, CIDADES EM MOVIMENTO
     

DANIEL SABÓIA ALMEIDA BARRETO
     
ORIENTADORA
PAOLA BERENSTEIN JACQUES
     

MESTRADO EM ARQUITETURA E URBANISMO
PPGAU/FAUFBA 
2018-2020
     
︎ DEFESA 
︎PARECER-LABIRINTO de Xico Costa
︎LEITURA AVENTUREIRA de Adriana Caúla
     
︎PDF COMPLETO (em breve)
︎AGRADECIMENTOS
︎CRÉDITO DAS IMAGENS
︎ABERTURAS
︎DISPARADORES
︎ESCAVAÇÕES
︎EXPLOSÕES
︎INACABAR
︎BIBLIOGRAFIA
Este site faz parte da pesquisa ATLAS: PERCURSOS IMAGINÁRIOS, CIDADES EM MOVIMENTO, que busca explorar possibilidades para uma prática expandida do urbanismo através do seu cruzamento com processos experimentais e coletivos do campo da arte e do design gráfico-editorial. Para isso, coloca em movimento um conjunto de ideias, práticas e imagens (técnicas e metafóricas), tendo como principal inspiração metodológica e epistemológica o modo de pensar proposto pelo historiador da arte alemão Aby Warburg em seu Atlas Mnemosyne (1924-1929), recentemente explorado em profundidade por teóricos como Georges Didi-Huberman (2013) e Paola Berenstein Jacques (2020). Compreendido não só (mas também) como gênero editorial e científico, o atlas é apresentado a partir de múltiplas perspectivas, numa tentativa de escavar alguns pontos do amplo território de sentidos e migrações que se constituiu ao longo de cinco séculos no entorno deste vocábulo. Longe de tentar compor um panorama histórico ou teórico exaustivo, essa sondagem busca antes encontrar pontos em que se possam tecer relações, expandidas a partir do cruzamento com processos artísticos, antropológicos e urbanísticos contemporâneos, além de processos de experimentação realizados paralelamente ao desenvolvimento da pesquisa. A coleção de fragmentos, em constante recombinação através da experimentação com diferentes suportes, ajuda a pensar ainda as coimplicações entre formas, processos e maneiras de espacialização do conhecimento. A imagem fugidia e multifacetada que se compõe nesse processo, apresenta uma forma de pensar o espaço urbano que, impura, múltipla, imprecisa e sempre inacabada como é a própria cidade, recusa a rigidez dos modelos científicos e técnicos em prol da experimentação crítica e coletiva guiada pela mobilização da imaginação.

O site é ao mesmo tempo um dos meios utilizados na construção do pensamento da pesquisa, um lugar de acúmulo e um meio para o seu compartilhamento virtual. A experiências de fruição propostas para o trabalho, tanto em sua versão impressa como virtual, aqui, é um aspecto importante da pesquisa. Expandindo a temporalidade do mestrado, o site permanecerá em construção, permitindo o avanço nas composições de ideias ensaiadas neste primeiro momento. A forma de pensar e compor que move a pesquisa tem inevitável vocação para a abertura, sempre sugerindo novas relações e movimentos de constelação entre as imagens e pensamentos reunidos. Construímos com a postura do "cientista aventureiro" evocado por Aby Warburg, aquele que prefere seguir a intuição do que perseguir a certeza, percorrer o labirinto a caminhar em linha reta, deixando-se tragar pelos desvios encontrados em cada leitura e cada experiência.